Τετάρτη, 10 Μαρτίου 2010

fado tropical

Oh, musa do meu fado Oh, minha mγe gentil Te deixo consternado No primeiro abril Mas nγo sκ tγo ingrata Nγo esquece quem te amou E em tua densa mata Se perdeu e se encontrou Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal Ainda vai tornar-se um imenso Portugal ``Sabe, no fundo eu sou um sentimental Todos nσs herdamos no sangue lusitano uma boa dose de lirismo Mesmo quando as minhas mγos estγo ocupadas em torturar, esganar, trucidar Meu coraηγo fecha aos olhos e sinceramente chora...'' Com avencas na caatinga Alecrins no canavial Licores na moringa Um vinho tropical E a linda mulata Com rendas do Alentejo De quem numa bravata Arrebato um beijo Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal Ainda vai tornar-se um imenso Portugal ``Meu coraηγo tem um sereno jeito E as minhas mγos o golpe duro e presto De tal maneira que, depois de feito Desencontrado, eu mesmo me contesto Se trago as mγos distantes do meu peito Ι que hα distβncia entre intencγo e gesto E se o meu coraηγo nas mγos estreito Me assombra a sϊbita impressγo de incesto Quando me encontro no calor da luta Ostento a aguda empunhadura ΰ proa Mas o meu peito se desabotoa E se a sentenηa se anuncia bruta Mais que depressa a mγo cega executa Pois que senγo o coraηγo perdoa'' Guitarras e sanfonas Jasmins, coqueiros, fontes Sardinhas, mandioca Num suave azulejo E o rio Amazonas Que corre Trαs-os-Montes E numa pororoca Desαgua no Tejo Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal Ainda vai tornar-se um imenso Portugal Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal Ainda vai tornar-se um imenso Portugal